18 de outubro de 2011

Momentos de (Nenhuma) Sabedoria

Ou Ainda O Homem dos Textículos de Ouro

(Compilação de alguns pensamentos antigos meus que ainda devem ter sua valia. Espero que gostem)


Com o perdão da expressão, mas a consciência é uma merda. A gente diz que os outros que resolvam seus próprios problemas, mas a consciência (sim, aquela mesma que te absolve quando você faz uma besteira de proporções bíblicas) faz com que você tenha um pouco de dó e... Faça a coisa certa. O complicado é que fazer a coisa certa é bem mais difícil e doloroso do que fazer besteira. Fazendo o que se considera certo, a gente arca com graves consequências, faz escolhas difíceis, até arruma inimigos, fora outras coisas, até porque nem sempre fazer a coisa certa é aceitável para a maioria absoluta das pessoas. Mas fazer besteira não exige tanto, até porque você pode atribuir a cagada a um momento de insensatez - ou de raiva, de embriaguez, ou culpa o Capeta, que seja - e tudo fica certo. Fazer a coisa certa, não. Você não recebe nem parabéns pela atitude.
Um dia eu falava um dos meus melhores amigos que um dia será crime ser honesto e sensato, e esse dia, infelizmente, não vai demorar nem um pouquinho. Mas enquanto não for crime, vamos continuar - ao menos eu e esse meu amigo - sendo pessoas minimamente críticas e sensatas, a menos que nos ofereçam um dinheiro para fazermos o contrário, até porque nossa sensatez pensa também no sagrado pão de cada dia.

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Depois de quebrar, das duas, uma: ou joga fora, ou cata os cacos e cola. Levando em conta que o que quebrou é uma peça rara (e cara!) a gente opta por catar os cacos e colar. Verdade seja dita, talvez não terá a mesma beleza de antes, e a gente sempre acredita que não terá a mesma serventia de outrora, mas colar algo precioso que quebrou tem seu valor sentimental, além do fato que a gente pode se surpreender e essa coisa que quebrou ainda pode ter grande valia para nós. Então a gente reserva uma tarde de sábado em que a gente enfim vence a preguiça e pega aqueles cacos que a gente guardou por um tempo, uma cola que cola tudo, dá uma de cirurgião sem registro no Conselho Regional de Medicina, e bota tudo no lugar. Se vai quebrar de novo, só o tempo e o nosso zelo podem dizer. Mas o mais importante é que desta vez a operação foi um sucesso, e, o mais importante, o paciente não morreu.

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Ainda temos que defender as diferenças. O mundo está ficando muito chato, está todo mundo ficando igual. Mesmas roupas, mesmas atitudes, mesmas palavras, mesma falta de educação, mesma mediocridade. Já dizia um professor meu dos tempos de faculdade que temos que defender que todos nós sejamos igualmente diferentes, ou diferentemente iguais. Iguais em oportunidades para mostrar nosso valor, mas diferentes nas nossas particularidades, que essas fossem respeitadas...Igualmente. Entenderam? Não? Nem eu.

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Tem vezes em que a vida é uma espécie de crime sem solução. A gente pensa numa saída, pensa mais um pouco, dá um tempo e pensa de novo e ainda pensa mais um pouquinho antes de dormir para tentar arrumar uma solução em meio a um beco sem saída, mas não acha. Feliz é quem tem idéias do nada, porque não gasta dias e noites pensando numa saída para algo que parece que não tem como fazer mais nada. Mas mesmo assim a gente vai pensando, mesmo que pareça sem solução. Vai que dá certo? 

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