28 de dezembro de 2011

Últimos Textículos do Ano


Vou abrir minha Sidra Cereser boladona no meu barraco com meus parça que tá tudo suave.


Fim de ano é sempre a mesma ladainha: todo mundo inventa de fazer uma listinha (que pode ser uma listona na maioria das vezes) com o que pretende fazer no ano seguinte. Com a mesma facilidade que essas listas são feitas, as mesmas são esquecidas no primeiro dia do ano. Portanto, me vejo no direito de dar um conselho valioso, por experiência própria: viva um dia de cada vez. É verdade que temos que abraçar projetos de médio e longo prazo, mas que sejam abraçados os que são possíveis, e mais do que isso, os que nós acreditamos que sejam possíveis. Se você se compromete em embarcar em algum projeto pessoal há, pelo menos, três viradas de ano, e nem chega a começa-lo, será que você realmente atingiu a maturidade suficiente para se comprometer novamente? Pense nisso.

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Ainda nessa vibe de mandar essas ladainhas de Ano Novo pras cucuias, sempre me perguntei sobre as cores das roupas que escolhemos para passar a virada de ano. E nem tenho muita coisa contra, até porque coloco uma roupa branca para entrar no clima. Ainda acho que tenho que fazer muito por onde para que o ano me traga paz, amor, tranqüilidade, dinheiro e afins. Não é a roupa que vai resolver para mim essas coisas. Mas que seja, esse não é o cerne da questão que quero levantar por aqui. Só quero saber de uma coisa: por quê tem que ser roupa nova? Será que se eu usar uma roupa que tenha uns três ou seis meses que comprei (ou mais tempo, porque não?) vai dar tudo errado? Talvez não. Mas o cheque especial agradece se eu comprar umas roupinhas...

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Se existem horas que me acho um moleque de 12 anos, por diversos motivos que um dia explicarei (dia este que não está distante, o texto ta na minha cabeça há um tempo), em outras horas me sinto o velho mais rabugento do universo. A cada ano que passa menos gosto de multidões. Para dizer a verdade, nunca gostei de multidão, mas a vontade de estar no mesmo lugar que pessoas prestes a entrar em coma alcoólico com gosto musical duvidoso e horroroso, cantadas mais manjadas que o pinto do Kid Bengala num banheiro gay, pessoas feias de cara e de espírito e lugares de sujeira colossal vai se esgotando com o passar do tempo. Só tenho um pouquinho de paciência por conta dos amigos. Mas já avisei: Copacabana, a-ha, nem fudendo.

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Vestir lentinha, oferecer sete ondas, pular roupa branca, comer oferenda para Iemanjá... Eu sei, ta tudo errado, mas um dia acerto! Feliz Ano Novo procês.

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