Vou abrir minha Sidra Cereser boladona no meu barraco com meus parça que tá tudo suave.
Fim de ano é sempre a mesma ladainha: todo mundo inventa de
fazer uma listinha (que pode ser uma listona na maioria das vezes) com o que
pretende fazer no ano seguinte. Com a mesma facilidade que essas listas são
feitas, as mesmas são esquecidas no primeiro dia do ano. Portanto, me vejo no
direito de dar um conselho valioso, por experiência própria: viva um dia de
cada vez. É verdade que temos que abraçar projetos de médio e longo prazo, mas
que sejam abraçados os que são possíveis, e mais do que isso, os que nós
acreditamos que sejam possíveis. Se você se compromete em embarcar em algum
projeto pessoal há, pelo menos, três viradas de ano, e nem chega a começa-lo, será
que você realmente atingiu a maturidade suficiente para se comprometer novamente?
Pense nisso.
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Ainda nessa vibe de mandar essas ladainhas de Ano Novo pras
cucuias, sempre me perguntei sobre as cores das roupas que escolhemos para
passar a virada de ano. E nem tenho muita coisa contra, até porque coloco uma
roupa branca para entrar no clima. Ainda acho que tenho que fazer muito por
onde para que o ano me traga paz, amor, tranqüilidade, dinheiro e afins. Não é
a roupa que vai resolver para mim essas coisas. Mas que seja, esse não é o
cerne da questão que quero levantar por aqui. Só quero saber de uma coisa: por
quê tem que ser roupa nova? Será que se eu usar uma roupa que tenha uns três ou
seis meses que comprei (ou mais tempo, porque não?) vai dar tudo errado? Talvez
não. Mas o cheque especial agradece se eu comprar umas roupinhas...
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Se existem horas que me acho um moleque de 12 anos, por
diversos motivos que um dia explicarei (dia este que não está distante, o texto
ta na minha cabeça há um tempo), em outras horas me sinto o velho mais
rabugento do universo. A cada ano que passa menos gosto de multidões. Para
dizer a verdade, nunca gostei de multidão, mas a vontade de estar no mesmo
lugar que pessoas prestes a entrar em coma alcoólico com gosto musical duvidoso
e horroroso, cantadas mais manjadas que o pinto do Kid Bengala num banheiro
gay, pessoas feias de cara e de espírito e lugares de sujeira colossal vai se
esgotando com o passar do tempo. Só tenho um pouquinho de paciência por conta
dos amigos. Mas já avisei: Copacabana, a-ha, nem fudendo.
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Vestir lentinha, oferecer sete ondas, pular roupa branca,
comer oferenda para Iemanjá... Eu sei, ta tudo errado, mas um dia acerto! Feliz Ano Novo procês.


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