17 de janeiro de 2012

Dissecando Expressões, 1

Cientista do Instituto de Pesquisas Avançadas Flavio Braga trabalhando. Imagem meramente ilustrativa.

Uma série de pesquisas sérias (que não é pra ser levada a sério) desenvolvida pela minha pessoa sobre expressões linguísticas que usamos no nosso dia-a-dia. Tudo feito com nenhum embasamento científico, histórico ou linguístico. Mas tudo com muito critério. Confira abaixo os primeiros resultados da pesquisa:

“Ficar de pista”: expressão que significa algo como esperar por alguma coisa e não consegui-la, com o agravante de deixar o sujeito em maus lençóis. Segundo alguns registros, a expressão surgiu graças a setores marginalizados da sociedade carioca, como os homens negros que tentavam pegar táxi e os estudantes da rede pública e os idosos, dependentes do transporte público. Como taxistas não param para homens negros e motoristas de ônibus não param para estudantes e idosos, esses grupos sempre ficavam a pé, na pista em que táxis e ônibus circulam. Daí a expressão “ficar de pista”. Contudo, há outra corrente acadêmica que defende que o “ficar de pista” foi popularizado por um sadomasoquista que, para alcançar o orgasmo, pedia que seus companheiros sexuais passassem por cima dele com uma Caloi, com rodinhas e tudo. Seus parceiros sexuais diziam que ele gostava de “ficar de pista” para as bicicletas alheias. E ele realmente ficou de pista: segundo registros históricos, ele morreu atropelado por um ônibus da linha 680.

“Do balacobaco”: expressão muito antiga (registros indicam que ela já era usada pela então adolescente Hebe Camargo na Roma Antiga) que significa algo muito legal. Surgiu graças à fama de um baiano, chamado Edu Bala, considerado por muitos o primeiro empresário de grande sucesso na história do Brasil (já que era dono de inúmeras cabeças de gado, de campos petrolíferos, magnata da comunicação e empresário de bandas de axé) e que serviu de inspiração para figuras do porte de Visconde de Mauá, Chateaubriand, Silvio Santos, Eike Batista e o dono da birosca aqui da esquina. Bala (chamado assim pelos seus amigos íntimos) conhecia, por conta de seu poder econômico, muita gente importante. Além disso, era um amante das festas regadas a mulheres nuas, drogas, álcool, anões travestis besuntados em gel e pôneis pernetas. E graças a esse passatempo assaz lúdico, ele conheceu o deus greco-romano Baco, o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza (que foi? Pesquisas sérias também pesquisam no Wikipedia). A partir daí, as festas de Bala, que já eram históricas, com a presença e a animação de Baco passam a ser míticas, pois chegavam a durar semanas e até meses. Graças a esse relacionamento muito estreito de Bala com Baco, as festas que prezavam pelos excessos a partir de então ficaram conhecidas como “festas do Bala com o Baco”, e foi daí que surgiu a expressão “do balacobaco”.

2 comentários:

Marcelo Henrique Marques de Souza disse...

ha ha ha... Essa do tarado da caloi foi ótima, Flávio..rs

Uma então, para contribuir: como seria a história da expressão "matar cachorro a grito"?

Abraços!

Flavio Braga disse...

Já contactei os pesquisadores do sempre eficiente Instituto de Pesquisas Avançadas Flavio Braga para explicarem a expressão, Marcelo. Aguarde e confie!

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