Fiquei
confuso e curioso.
Aquele
senhor com fone que sentou do meu lado devia estar escutando algo bem legal.
Por pouco, não pedi a ele para compartilhar comigo o que ele escutava, porque o
gestual dele era, pra mim, "bastante peculiar", para ficarmos numa definição
que não pareça que eu estava julgando aquele senhor.
Ele estava lá na dele, escutando o seu som, sossegado
("sossegado" é maneira de falar, podemos falar que ele estava era
amarradão no que escutava), mas o jeito dele em curtir a música era muito engraçado. Ele
batucava em sua coxa direita com uma cadência de quem estava escutando samba,
parecendo que tocava um pandeiro imaginário, mas batucava com uma força de que
estava escutando hardcore ou uma corrente do metal. Aí era inevitável que eu
com minha cabeça de vento começasse a me perguntar: Primeiro, afinal, o que
este senhor está escutando? Segundo, será que ele é de uma dissidência da Velha
Guarda da Portela, que seria mais punk? Ou ainda, será que eu estaria
assistindo a gênese de um novo estilo musical, bem do meu lado e num ônibus?
Tantas
perguntas que me passavam pela cabeça e elas ainda deram origem a uma leve
preocupação: como será que eu "batuco" quando estou envolvido com as
músicas do meu celular quando estou num ônibus, por exemplo? Acho que não
encontrarei respostas para nenhuma dessas perguntas. Mas fico feliz em ver que
a música, assim como biscoito Globo, pode ser o maior passatempo da sua viagem
no transporte público. Mas usando fone, hein, pessoal!


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