30 de maio de 2012

Banco Vendendo Margarina?


Eles querem meu dinheiro mesmo, colocaram até uma criança negra pra fazer a propaganda! Já é melhor que o Luciano Huck, menos mal.
 
Coisa que não dá pra entender é comercial de banco, de plano de saúde, de financiadora, de plano funeral. Acho que os publicitários que antes eram responsáveis pelos comerciais de margarina estão migrando para outros nichos. Eu levanto essa suspeita a partir do comercial do Activia, por exemplo. Como uma pessoa que sofre de prisão de ventre pode estar tão alegre? Se fosse eu, no lugar dela, já teria matado uns dez, porque meu mau-humor vem acompanhado de um instinto assassino. Mas isso não vem ao caso. Voltando ao assunto, como pode um banco, por exemplo, ter a ousadia de povoar seus comerciais com gente feliz? Eles baseiam a existência deles em te deixar mais pobre (ou mais pobre do que você já é, no meu caso e da maioria de vocês), e eu vou ficar contente com isso? Prefiro que me deem umas chibatadas, deve ser mais gostoso.
Mas não são só os bancos que tem seguido essa receita. Como eu já disse, outros abutres modernos, como planos de saúde e financiadoras, apelam para pessoas completamente felizes por terem feito pacto com o diabo, digo, de usarem tais serviços. Você se endivida (e já nem sabe porque pegou o maldito do dinheiro emprestado), mas ta contente por ter encontrado uma financiadora que te acolheu em um momento de aperto. Sinto muito, meu caro, você não viveu um momento de aperto, você nasceu pobre e não sabe gastar o seu dinheiro, caso contrário você não precisaria pegar emprestado, desculpa aê. Eu sei, é claro que eles maqueiam (e muito) o produto deles. Mas beira a fanfarronice, convenhamos. Ou você nunca reparou os comerciais de plano funerário? Um céu azul ao fundo, com nuvenzinhas brancas e tudo, com pessoas dando seu testemunho de como o serviço foi bom numa hora difícil e tudo o mais (isso sem consultar a opinião do morto, maior interessado no serviço, uma injustiça). Na boa, eu nunca poderia ser publicitário de um troço desses, meu comercial ia ficar restrito a uma frase: “deixa com a gente que cuidamos do presunto, ele não vai voltar pra reclamar”. Não teria como dar certo.
Mas depois tentem fazer um exercício de observação, comparem um comercial de margarina com o comercial de um banco, mas assista-os no mudo, sem volume. Você com certeza vai acreditar que o Itaú ou o Bradesco estão entrando com força no ramo dos laticínios. Sério!

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