Amigos, na última sexta-feira (19/06) representei a banda Outros Caras no programa Painel da Manhã, na Rádio Roquette Pinto (94.1 FM), num papo sobre o lançamento virtual de nosso álbum "Algum Lugar", a cena independente e também algumas curiosidades sobre a banda. O programa também teve a participação da banda Kapitu (que, a propósito, faz um som de primeira, vale a pena escutar), que também lançou seu álbum, "Vermelho" através da internet. Sobrou até tempo para eu falar um pouco do Um Blog de Nada.
Queria agradecer à equipe do Painel da Manhã e especialmente ao meu amigo Fabiano Albergaria, um dos apresentadores do programa e meu amigo de longa data, pelo convite e pelo carinho. À banda Kapitu também, pelo bom papo e ideias que trocamos e também aos meus amigos de banda Felipe e Danilo, que infelizmente não puderam me fazer companhia, mas que confiaram que eu não falaria nenhuma besteira (por pouco, meus amigos, POR POUCO que as besteiras não saem! hahaha) e deixaram eu ir ao programa os representando.
Quem quiser conferir o programa, confere aqui, ó: http://bit.ly/kapitu-outroscaras
O álbum "Algum Lugar", dos Outros Caras: https://soundcloud.com/outroscaras/sets/algum-lugar
Mais sobre o som da banda Kapitu: https://soundcloud.com/kapituoficial
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21 de junho de 2015
30 de maio de 2012
Banco Vendendo Margarina?
Eles querem meu dinheiro mesmo, colocaram até uma criança negra pra fazer a propaganda! Já é melhor que o Luciano Huck, menos mal.
Coisa que não dá pra entender é comercial de banco, de plano
de saúde, de financiadora, de plano funeral. Acho que os publicitários que
antes eram responsáveis pelos comerciais de margarina estão migrando para
outros nichos. Eu levanto essa suspeita a partir do comercial do Activia, por
exemplo. Como uma pessoa que sofre de prisão de ventre pode estar tão alegre?
Se fosse eu, no lugar dela, já teria matado uns dez, porque meu mau-humor vem
acompanhado de um instinto assassino. Mas isso não vem ao caso. Voltando ao
assunto, como pode um banco, por exemplo, ter a ousadia de povoar seus
comerciais com gente feliz? Eles baseiam a existência deles em te deixar mais
pobre (ou mais pobre do que você já é, no meu caso e da maioria de vocês), e eu
vou ficar contente com isso? Prefiro que me deem umas chibatadas, deve ser mais
gostoso.
Mas não são só os bancos que tem seguido essa receita. Como
eu já disse, outros abutres modernos, como planos de saúde e financiadoras,
apelam para pessoas completamente felizes por terem feito pacto com o diabo,
digo, de usarem tais serviços. Você se endivida (e já nem sabe porque pegou o
maldito do dinheiro emprestado), mas ta contente por ter encontrado uma
financiadora que te acolheu em um momento de aperto. Sinto muito, meu caro, você
não viveu um momento de aperto, você nasceu pobre e não sabe gastar o seu
dinheiro, caso contrário você não precisaria pegar emprestado, desculpa aê. Eu
sei, é claro que eles maqueiam (e muito) o produto deles. Mas beira a
fanfarronice, convenhamos. Ou você nunca reparou os comerciais de plano
funerário? Um céu azul ao fundo, com nuvenzinhas brancas e tudo, com pessoas
dando seu testemunho de como o serviço foi bom numa hora difícil e tudo o mais
(isso sem consultar a opinião do morto, maior interessado no serviço, uma injustiça). Na boa, eu nunca poderia ser publicitário
de um troço desses, meu comercial ia ficar restrito a uma frase: “deixa com a
gente que cuidamos do presunto, ele não vai voltar pra reclamar”. Não teria como dar certo.
Mas depois tentem fazer um exercício de observação, comparem
um comercial de margarina com o comercial de um banco, mas assista-os no mudo,
sem volume. Você com certeza vai acreditar que o Itaú ou o Bradesco estão
entrando com força no ramo dos laticínios. Sério!
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Economia,
TVlisão
11 de novembro de 2011
Tem Opinião Sobre Tudo, Bonzão?
Adoro a internet, sério. Tenho o costume de ficar conectado por, no mínimo, oito horas por dia. A internet virou uma ferramenta de busca de conhecimento (e de inutilidade também, por quê não?) muito importante para mim, sobretudo porque aprendi a procurar o que acho interessante. Com o tempo, desenvolvi um mecanismo de filtragem de informações que, se não é perfeito, pelo menos me coloca em roubada poucas vezes.
E justamente uma das maiores roubadas que você pode encontrar na internet é o excesso de opiniões. Se antes do “boom” da internet, o povo costumava dar pitaco em qualquer coisa, imagina agora na internet, onde qualquer sujeito coloca um texto, um vídeo e acha que está cheio da razão no que fala, não raro se recusando a reconhecer que suas opiniões são pontos de vista e que uma outra pessoa pode ver o mesmo assunto a partir de outro prisma. Alguns amigos talvez podem ter notado, por exemplo, que os links que costumo compartilhar com mais freqüência nas redes sociais são de, no máximo, oito ou dez blogs, justamente porque além do conteúdo, que julgo interessante ou curioso, são de blogs em que se discute opiniões. Mas “discutir” no sentido de compartilhar experiências, trocar idéias relevantes sobre os mais variados assuntos abordados (mesmo que opostas), ao invés do comentário vazio do sujeito que se vangloria de ser o primeiro a comentar o link (o maldito “First!”), ou as pessoas que se escondem no anonimato para desqualificar o conteúdo e/ou ofender o autor e as pessoas que tem uma opinião diferente. É muito fácil ser valentão e idiota na internet, protegido pelo anonimato. Quero ver na vida real. É aí que se separam os homens dos meninos, já que, infelizmente, a maioria das pessoas não consegue manter nem dois minutos de argumentação (fruto da educação mambembe, familiar E escolar). Logo, as conversas estão pobres, justamente porque o egocentrismo e o analfabetismo funcional não permitem que as opiniões consigam ir além do superficial. Isso quando chegam no superficial.
O que falta a muitos de nós hoje em dia é baixar um pouco a bola e reconhecer nossos limites. O que anda de gente dando opinião em coisas que nem fazem ideia do que seja é uma vergonha. É só pensar “se eu não sei o que falar, não falo nada”. Tá ótimo. Às vezes o silêncio é sábio, muito sábio. Aprendi que temos dois olhos, dois ouvidos e só uma boca justamente para prestarmos mais atenção nas coisas, em aprender, e falar só o necessário. Então, se você é uma pessoa que tem opinião sobre tudo... É sinal que você não sabe de nada, meu amigo. Desculpa, sabichão.
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Comunicação,
Internet
21 de outubro de 2011
Parco Vocabulário, Meu Caro...
Eu escrevendo. Imagem meramente ilustrativa.
Já falei pra vocês sobre minha dificuldade em discutir qualquer assunto a essa altura do ano, mas uma coisa que parei um dia desses pra pensar é como ando me comunicando cada vez menos, no sentido “vocabular” da situação. Mesmo eu tentando manter um bom nível de erudição, sempre lendo livros de colorir, revistas pornográficas e o jornal Meia Hora (isso porque sou muito exigente), vejo que meu vocabulário está diminuindo. Fora o fato de esquecer de vez em quando algumas palavras, o que é normal para quem passou um tempo no estrangeiro (melhor, passei um tempo na estrangeira, aquela loirinha era um pedaço de mau caminho, ai ai...Pena que acordei na melhor parte do sonho), eu vejo que algumas vezes meu vocabulário está no nível de um Neanderthal resmungão.
Vocês já devem conhecer a utilidade do meu “Ah, Ow!”. No último texto eu expliquei seu significado, sem muita paciência, é verdade, até porque minha vontade era mandar um caloroso “Ah, Ow!” para todos vocês. Então vamos às outras expressões. Tenho notado que outra expressão que tem se tornado recorrente no meu extenso vocabulário é o “Óia!”, que na maioria das vezes tem um contexto sexual, usado sempre no nível de cantada de pedreiro. No último sábado bati meu recordes de “Óia!” vendo um jogo de vôlei da seleção de Porto Rico. Mereço uma nota de rodapé no Guiness por conta disso, sei lá, é opinião minha.
Outra expressão, que considero internacional (ao menos para os brasileiros), é o “Ihhhh”, que creio que todos sabem que o significado é que deu (ou dará) algum problema. Essa nem precisava de tradução, tal qual o “Uhum” (que significa “estou entediado” ou ainda “me deixa falar, to sendo educado ao te escutar, mas quero falar que você ta errado”), ou o “Ai, ai...”, que é muito usado nos meus devaneios, ou ainda o “Ai!”, que tem os mais variados significados, desde os de dor ou sexuais, ou os dois.
Pensando agora aqui com meus botões, ouso dizer que sobreviveria – fácil! - uma semana me comunicando apenas com essas expressões. Levando em consideração que em 80% das vezes que falo, eu falo sozinho e que dos outros 20%, pelo menos 18% ninguém escuta ou entende (sou professor e o único homem da casa, lembram?), acho que fica até fácil. Devo ser o Neanderthal mais falante que existe. Esse tal de Guiness me deve uns recordes...
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