4 de janeiro de 2015

Escrever Um Filho, Plantar Um Livro e Fazer Uma Árvore (Ou Coisa Parecida)




A mistura mais reflexiva/depressiva que alguém poderia ter me sequestrou nesses primeiros dias de Ano Novo. Além de toda aquela baboseira (mesmo que inconsciente) de que "esse ano vai ser diferente" e tudo o mais, a crise dos quase 30 de vez em quando vem dar o ar da graça, e ela achou que a hora de fazer uma dessas visitinhas era justamente agora, quando os primeiros dias de um ano novo fazem você refletir um pouco, comparar o que seus amigos e você andam fazendo da suas vidas e ver que sua vida é uma merda - o que não é verdade, mas como disse, tudo nessa época é hiperdimensionado, mesmo vendo os amigos casando, tendo filho e fazendo previdência privada enquanto eu vejo que meus maiores planos para o futuro é ler mais livros e voltar a jogar basquete pelo menos uma vez por semana.
Logo, com o intuito de me tranquilizar (partindo do pressuposto que essa "badtrip" vá passar do dia 5, do que duvido muito), me agarrei naquela clássica frase sobre o que uma pessoa deve fazer ao longo da sua vida ("Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro") e vi que estou no caminho certo, desde que, claro, eu não precise fazer as três atividades ao mesmo tempo, pois exigiria muita perícia e atenção de mim, o que é impossível.  Então, ao destrinchar esse dito popular, acabo ficando mais aliviado, pois vejo que as coisas para mim estão andando.
Vejamos:
Se o problema é plantar uma árvore, já o fiz, e mais do que isso, "fi-lo porque qui-lo", ainda criança. Quantos pés de feijão plantei, tanto por causa das aulas de ciência na escola quanto por pura curiosidade em experimentar novamente tal atividade? Se pararmos para pensar, eu deveria ganhar o título de "Ambientalista Mirim do Greenpeace" por alguns anos seguidos durante os anos 1990. Então, mais do que plantar uma árvore, ainda colaborei para o fim do desmatamento no planeta, mas, injustamente, não tive meu valor reconhecido. Paciência.
Sobre ter um filho, isso ainda não fiz. Talvez tenha passado perto uma vez ou outra, mas ainda não está na hora. Acho que dos três esse é o passo mais importante, e, podendo planejar, que seja daqui a alguns anos. Ainda preciso concluir algumas etapas antes dessa.
Agora, sobre escrever um livro, é aí que está a graça. Se analisarmos, ter um blog é um caminho ou para me preparar para escrever um livro ou ver que isso é besteira e continuar escrevendo minhas asneiras na internet. Porém, um dos meus maiores sonhos é escrever um livro. A falta de criatividade, modéstia à parte, nunca foi o problema, mas sempre esbarrei em problemas mais complexos, principalmente a minha falta de organização. Porém, justamente nessa época do ano passado, coloquei na minha cabeça que em 2014 eu lutaria, junto com meus amigos de banda, para que a banda conseguisse fazer um material bom artisticamente. E conseguimos. Tanto que 2015 será o ano em que vamos trabalhar em cima do que construímos em 2014. Ou seja, com o mínimo de foco, uma etapa vem sendo vencida. E por que não fazer o mesmo esse ano com outro sonho, ou seja, o de publicar um livro?
Esse será um dos meus maiores objetivos em 2015. Em janeiro de 2016 a gente vê no que deu e projeta outra coisa. Até lá, tem muita coisa para acontecer.  

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