31 de outubro de 2011

Ah, a Solidão...

 Eu, fazendo uma novela mexicana por nada? Que isso...

É, tem horas que a solidão deixa perplexo até quem já a trata como alguém da família. Estou há dois dias esquecido, não existo. Ninguém me telefona, me manda mensagem, sinal de fumaça, nem me mandam ir para aquele lugar, nada. Eu sei, já falei para vocês que não é o fim do mundo ficar sozinho de vez em quando – e eu adoro ficar sozinho, sou um cara introspectivo, são nessas horas que dou um rumo na minha vida -, mas tem horas que a solidão (como inimiga) bate mais forte. Talvez seja a falta do que fazer, já que por um milagre da natureza (ou pode ser um mau presságio para a existência da Humanidade, cada um interpreta como quiser), as coisas que eu tenho que fazer das minhas mais variadas ocupações estão adiantadas.
E podiam me chamar para fazer qualquer coisa, como bater uma laje, sair com amiga feia, dar aula no município ou me filiar ao PSDB. Qualquer coisa, juro, eu toparia. Mas nada. A coisa anda tão feia que quase pedi para a moça do telemarketing, que me ligou há pouco, pra ficar me fazendo companhia até o fim do expediente dela. Sei lá, a gente falaria de amenidades, nos conheceríamos, tricotaríamos sobre a novela das 9, essas coisas. Talvez eu até compraria o que ela me ofereceu, que acho que foi um plano de celular ou uma bomba atômica, realmente não lembro agora. Mas ela foi bem esperta em perceber que eu estava carente, já que falei que ela poderia me chamar de Flavinho (apelido que odeio, por sinal) ao invés de senhor Flavio. Saiu pela tangente a danada.
Pelo menos não tem ninguém para me perguntar como estou, porque se assim fizer, eu fecho a cara e caio no choro. Sei que uma imagem vale mais do que mil palavras, e também que quem não dá uma chorada, não consegue o que quer. Vai que alguém me oferece colo, ou queira sentar no meu colo. Nessas horas a ordem dos fatores não altera o produto.

Um comentário:

Suuu disse...

Oinnnnnnnnnnn!

"Maria del Barrio, yo soyyyyy..."

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