21 de outubro de 2011

Parco Vocabulário, Meu Caro...

Eu escrevendo. Imagem meramente ilustrativa.


Já falei pra vocês sobre minha dificuldade em discutir qualquer assunto a essa altura do ano, mas uma coisa que parei um dia desses pra pensar é como ando me comunicando cada vez menos, no sentido “vocabular” da situação. Mesmo eu tentando manter um bom nível de erudição, sempre lendo livros de colorir, revistas pornográficas e o jornal Meia Hora (isso porque sou muito exigente), vejo que meu vocabulário está diminuindo. Fora o fato de esquecer de vez em quando algumas palavras, o que é normal para quem passou um tempo no estrangeiro (melhor, passei um tempo na estrangeira, aquela loirinha era um pedaço de mau caminho, ai ai...Pena que acordei na melhor parte do sonho), eu vejo que algumas vezes meu vocabulário está no nível de um Neanderthal resmungão.
Vocês já devem conhecer a utilidade do meu “Ah, Ow!”. No último texto eu expliquei seu significado, sem muita paciência, é verdade, até porque minha vontade era mandar um caloroso “Ah, Ow!” para todos vocês. Então vamos às outras expressões. Tenho notado que outra expressão que tem se tornado recorrente no meu extenso vocabulário é o “Óia!”, que na maioria das vezes tem um contexto sexual, usado sempre no nível de cantada de pedreiro. No último sábado bati meu recordes de “Óia!” vendo um jogo de vôlei da seleção de Porto Rico. Mereço uma nota de rodapé no Guiness por conta disso, sei lá, é opinião minha.
Outra expressão, que considero internacional (ao menos para os brasileiros), é o “Ihhhh”, que creio que todos sabem que o significado é que deu (ou dará) algum problema. Essa nem precisava de tradução, tal qual o “Uhum” (que significa “estou entediado” ou ainda “me deixa falar, to sendo educado ao te escutar, mas quero falar que você ta errado”), ou o “Ai, ai...”, que é muito usado nos meus devaneios, ou ainda o “Ai!”, que tem os mais variados significados, desde os de dor ou sexuais, ou os dois.
Pensando agora aqui com meus botões, ouso dizer que sobreviveria – fácil! - uma semana me comunicando apenas com essas expressões. Levando em consideração que em 80% das vezes que falo, eu falo sozinho e que dos outros 20%, pelo menos 18% ninguém escuta ou entende (sou professor e o único homem da casa, lembram?), acho que fica até fácil. Devo ser o Neanderthal mais falante que existe. Esse tal de Guiness me deve uns recordes...

2 comentários:

Marcelo Henrique Marques de Souza disse...

Realmente, grande Flávio.. hoje em dia, ser professor e homem é ser, de fato, um incompreendido.

Abração, meu camarada

Flavio Braga disse...

Ainda mais quando se é homem, professor E resmungão, Marcelo. Aí sim a incompreensão é extrema...
Abraço!

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