4 de outubro de 2011

Em Obras!

Residência da família Braga Mota, no principiado de Del Castilho (Imagem meramente ilustrativa)


Sei que posso ofender amargamente meus amigos de cantadas ruins, os pedreiros, com essa minha declaração mais bombástica que entrevista de ex-BBB no programa da Luciana Gimenez, mas o fato é que não gosto de obras, ainda mais em casa. Sim, é bombástico. Odeio sim, com todas as forças. Não bastasse a minha vida estar (sempre) de cabeça pra baixo, ainda tenho que me conformar com minha casa bagunçada, e - o que acho pior nisso tudo - nem sou eu que estou fazendo a bagunça.
Pra complicar ainda mais a situação, eu não sei se fico mais tonto com o cheiro da tinta ou com a vasta nomenclatura que as pessoas usam nas obras. Elas pensam que todos são especialistas em obra. Falam, falam, falam e você fica com cara de conteúdo e termina com um “você que sabe, fera”, mesmo correndo um sério risco do sujeito causar um curto-circuito na sua casa ou dar asas à veia artística do pintor, que, pensando que é um Da Vinci, vai tentar pintar a Mona Lisa, que, por coincidência, será muito parecida com a Valesca Popozuda, bem na parede da sua sala. E haja massa para fazer a bunda da Mona Lisa dos economicamente desprivilegiados.
Mas confesso que, como bom pilantra empreendedor que sou, penso em capitalizar com as obras daqui de casa. Pressionarei o meu deputado para que ele coloque as obras daqui de casa no calendário das obras para a Copa do Mundo e das Olimpíadas. Ora, se os gastos com o estádio do Corinthians e do Maracanã passarão de um bilhão (cada), penso que meu humilde apartamento custará aos cofres do contribuinte só meio bilhão. Por coincidência serei o primeiro sujeito da minha classe dos tempos de escola a conseguir a aposentadoria. Outra ideia que tive é fazer um sorteio, nos moldes de promoção de revista de adolescente, com minhas fãs do blog. Quem responder corretamente a questão da promoção "Flavio Em Minha Casa" (“Quem é o sujeito que conta as piadas mais sem graças que você conhece?”) terá o privilégio de me receber por uns dias em sua casa, de hóspede. Mas já vou adiantando que sou eu que fico com o controle remoto da TV, fora outras manias bobas, como andar pelado em casa – suas amigas vão morrer de inveja por verem que você tem um hóspede, digamos, avantajado -, ou ainda meu sonambulismo assassino. Mas como eu disse, são coisas bobas.
Se dependesse de mim, eu simplesmente me mudaria. Mas como também dá trabalho em se mudar, fico por aqui mesmo. Que derrubem as paredes!

Um comentário:

Suuu disse...

Eu que já sou rabugenta, nesses dias de obra fico azedaaaaa!
Boa sorte, Flavio!

beijão

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