8 de novembro de 2013

Eu? Eu Quero Ser Luis Fernando Veríssimo!

Dizer que eu tenho inveja do estilo do Luis Fernando Veríssimo é muito, muito rude, ainda mais se tratando de um dos maiores escritores brasileiros. Afinal, quem sou eu pra ousar ter inveja de um escritor sensacional como ele? O que me resta é ler seus livros e aprender. Melhor: apenas me resta ler qualquer livro dele em questão de horas, me divertir com seu estilo e TENTAR aprender alguma coisa nesse negócio que é escrever.
O Luis Fernando Veríssimo é daquele tipo de pessoa que é tão boa no que faz, que dá a falsa impressão de que seu trabalho é fácil de fazer. Tal qual um Edmundo jogando bola, um Jimi Hendrix tocando guitarra, ou ainda um Maluf se apropriando do dinheiro público, o Luis Fernando Veríssimo passa a falsa impressão de que é mole escrever crônicas tão simples, de humor tão gostoso, que te leva a ler um livro em uma tarde. Foi nessa que acabei me enganando, pensando que poderia fazer algo parecido, pelo menos. Essa foi a impressão que tive ao ler “As Mentiras que Os Homens Contam” (primeiro livro do Veríssimo que li na minha vida, que já li inúmeras vezes e que lerei mais inúmeras vezes até o fim dos meus dias), pela primeira vez, por volta dos meus 20 e alguma coisinha. Parecia tão fácil, mas tão fácil, escrever crônicas, que até larguei as poesias por um tempo para poder escrever uns textinhos ao estilo do Veríssimo. Se eu consegui tal feito? Creio que não, apesar de inúmeras tentativas. Mas vou continuar tentando. Mais 2000 anos escrevendo, eu chego perto da altura do dedão do pé do grande Luis Fernando Veríssimo, e isso é a minha previsão mais otimista.
Ao ler cada linha escritas por ele, só aumenta dentro de mim um simples (contudo impossível) desejo: não é o desejo ser mais bonito, de ser mais rico, mais forte ou mais poderoso. Nada disso. Diante da enorme reverência que tenho a esse grande escritor, que me serve de inspiração para cada crônica que escrevo, eu queria só ser um pouquinho... Luis Fernando Veríssimo.

2 comentários:

Marcelo disse...

Em sua "defesa" amigo cito o Mario Quintana que disse: " O poeta não é nada demais, ele apenas diz antes o que todos saberiam" ou seja, o Verissimo só escreveu antes TUDO o que você queria escrever rsrsrs

Flavio Braga disse...

Mas é EXATAMENTE esse o sentimento que tenho ao ler o Veríssimo, Marcelo! hehehehe

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