13 de setembro de 2013

(Há) Vida na Morte (E Vice-Versa)





Viver é morrer, meu caro.
Quantas células de nosso corpo morrem por segundo? Muitas. Temos os fios de cabelo, que caem; As unhas, que são cortadas; Até mesmo o tomar banho é um pequeno suicídio. Não que eu vá deixar de cortar as unhas ou de tomar banho (e espero que ninguém assim o faça), mas essa dicotomia vida/morte nos é tão rotineira, que nem nos damos conta que o morrer é praticado desde a nossa concepção.
Há muito mais capítulos em nossa vida do que o ciclo “nascer, crescer, reproduzir, envelhecer, morrer”. Há pequenas mortes incontáveis nesse ciclo: transformações, rupturas, revoluções que matam o velho e se transformam no futuro velho, que morrerá um dia, como seu período antecessor,
nada mais.
A vida, se analisarmos friamente, é um coletivo de pequenas mortes.
Mas há vida até na nossa morte derradeira.

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