21 de janeiro de 2014

Amor: Um Belo Piadista!

Vocês sabiam que sou meio primo de um príncipe africano? Ou do Eddie Murphy, sei lá. O que colar contigo é a verdade. Juro!

Esqueça por um momento as coisas boas do amor, e as ruins também, e foque nas coisas engraçadas do estar apaixonado. Penso que essa é a maior graça (com trocadilho) do amor. Os micos que o amor platônico nos fez passar, como fingir que a rua da casa da amada é caminho pra algum lugar que você vai, como sua casa ou seu trabalho (“ah, é que eu passo aqui na Lagoa para ir pra casa porque eu conheço um atalho tridimensional que me faz chegar em Marechal Hermes em 10 minutos!”), ou ligar fingindo que tem um assunto importante para falar com ela, só para escutar aquela voz suave (“não, Fulana, eu só to te ligando para te dizer que a taxa SELIC aumentou, fica ligada, hein! Te amo, digo, beijo!”). Não adianta, meu caro, com o amor não se brinca, é ele que brinca com você. Na hora você não se dá conta do papelão pelo qual está passando, mas depois que você volta ao estado normal de homem comum, só tem a lamentar.
E a arte da conquista? Você tentando fingir que é o homem da vida dela? Que gosta de tudo que ela faz, do que ela fala (“Nossa, então você é militante do PSDB? Que interessante!”), e até tem que engolir o time que ela torce, mesmo que ele seja (que cilada!) o Flamengo. Mas tudo vale na arte do amor, até umas mentirinhas bobas (“pois é, gata, é que eu cheguei atrasado porque passei por um incêndio num orfanato e salvei seis crianças órfãs... Contratempos acontecem, né? Mudando de assunto, já te disse que sou meio-irmão do Gianechini?”) que, acredite, ela não acredita. Mas dependendo da situação, ela acha até bonitinho.
Mas nada supera quando você começa um relacionamento. As coisas assustadoras que você descobre de sua amada (“não sabia que você tinha quatro irmãos mais velhos que lutam jiu-jitsu! Que legal, família de esportistas...”), mas que você segura as pontas, até porque, não é todo dia que uma mulher que carrega ouro nos brincos e não nos dentes te dá um mole desse. Agora aguenta as ameaças do pai da moça, policial militar linha dura, ou os irmãos menores que não deixam você dar uma buzinada nos seios cálidos de sua cara metade, isso sem falar na sogra megera. E você fica a ponto de jogar tudo para o alto por medo, mas quando vê o sorriso da sua amada, deixa para amanhã jogar...Jogar o quê para o alto? Nada não, benzinho!
Amar é lindo. Os amores passam, mas os micos ficam. E por mais que você fale que não vai mais se atrever a se envolver com alguém, você pensa melhor e sente que se você for visto se abraçando na rua, definitivamente vai perder o pouquinho de respeito que você tem. Então, acaba indo à caça. E claro, repetindo todos os micos. Já está acostumado, né?

3 comentários:

Unknown disse...

hahahahahahaha muito bom! É por aí mesmo, sou phD em micos de apaixonite. Pior é quando a gente ainda carrega nossos amigos nessas empreitadas. Lembro de uma vez, ainda estudava na Uerj e ia embora de ônibus. O gatinho ia de trem e fiz a minha amiga correr comigo para pegar o mesmo trem que ele. Pior foi chegar na plataforma ofegante e ter que disfarçar, como se aquele local fosse comum a mim...
Ele: "Você correu?"
Eu: "Sim... achei que o trem estivesse chegando"
Ele: "Mas nesse horário tem trem de 5 em 5 minutos"
Eu: "Ah... sabe como é... quanto mais cedo, melhor"

Unknown disse...

Caraca, nova lembrança reveladora!
Tinha uma pessoa por quem eu me sentia atraída lá pelos idos de 2009, quando trabalhava no IBGE... Eu torcia pro PC dar pau pra chamar aquela pessoa e era leitora assídua de seu blog... Também ouvia suas músicas preferidas presentes na pasta compartilhada na rede e também da sua então banda, "Espantalho alguma coisa".
:D
hahahahahahahaha dig din

Flavio Braga disse...

Revelações reveladoras! hahahaha
São situações que, com certeza, todo mundo já passou na vida, nem que seja uma vez. Tempos depois a gente lembra e dá umas boas gargalhadas por situações tão inusitadas...
P.s.: NUNCA percebi essa sua quedinha. Na verdade, acho que nunca reparei na queda de ninguém, hehehe... Se você pudesse ver a minha cara de sem-graça (no bom sentido, claro, estou envaidecido!), você rolaria de rir!
Espero que, com quedinha ou não, continue a ler os textos e, mais do que isso, a ser a pessoa magnífica que você é! Beijo! ;)

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