11 de maio de 2014

Manhê!






Um texto perdido aqui, de alguns anos atrás, revisto e atualizado, em homenagem à criatura mais sensacional que existe na natureza: mãe.

Ela é a pessoa que, por mais que você não preste, ela vai te defender. Vai te defender, mas depois vai puxar suas orelhas, e não importa se você tem oito ou 80 anos. Mãe. Bendita hora em que aprendemos essa palavra, pois uma vez aprendida essa palavra mágica, ela nunca mais sai da nossa boca. “Mãe, qual é o almoço?”, “mãe, me empresta um dinheiro?”, “mãe, posso dormir com você? Estou com medo!”, e por aí vai, enquanto essa criatura mágica estiver do nosso lado.
Dizem para elas que ser mãe é padecer no paraíso. Errado. Digo, é meia verdade. É só padecer. Não importa se você é um adolescente mais inconsequente que o Junior Baiano nos seus áureos tempos de voadoras nas canelas alheias ou se já é um pai de família responsável, sua mãe nunca vai sossegar enquanto você não chegar em casa em segurança, e ela para tentar disfarçar, vai dizer que está acordada esperando passar a missa de domingo às 6 horas na televisão. Não adianta você ligar para ela dizendo que está tudo bem e que ela não precisa esperar por você para dormir, porque ela vai te esperar. Ser mãe é um investimento arriscadíssimo: você nasce e ela quer que você seja alguém na vida, um médico, advogado, engenheiro. Paga curso de inglês, informática, bate no peito em dizer que seu filho vai ser um doutor, até que chega o dia em que você fala:
-          Mãe, eu vou fazer História.
Ela não vai tentar te convencer que você está correndo um sério risco de morrer mais pobre do que ela, muito pelo contrário, ela vai te apoiar. Meio contrariada, mas vai. Sabe por quê? Porque ela é mãe. Se fosse seu pai no lugar dela, com certeza ele já teria te dado uma surra inesquecível, para você deixar de essa ideia de fazer História de lado (“Coisa de maconheiro e bicha!”, diria ele) e servir na brigada paraquedista, porque isso sim é coisa de homem. Mas sua mãe, criatura sensível e sensacional, só fala para você seguir seus sonhos, porque enquanto você estiver infeliz com algo, ela vai estar também. Ela abre mão da própria felicidade para te ver feliz. E vê todo sentido nisso.
Se você tem uma mãe que é pai ao mesmo tempo, então, se prepare: ela aprende a gostar de esportes por sua causa, aprende política, e até tenta aprender a mexer no computador, enquanto que você, filho relapso, mal sabe fazer um arroz.
Dizem que o ser humano é diferente do resto dos animais porque é racional, enquanto os animais agem por instinto. Mas as mães são o único tipo de ser humano que tem instinto, o materno, e sabe quando você está em dificuldades, mesmo que você more do outro lado do mundo.
A todas as mães, um feliz dia das mães, e de presente, além de um abraço apertado (única coisa que cabe no meu orçamento apertado), eu lhes desejo coragem. Coragem porque os filhos aprontam, dão sustos, até desapontam um pouco, mas no final eles vão dar a volta por cima e a primeira pessoa de que eles vão se lembrar é de vocês.
A todas vocês, parabéns.

3 comentários:

Unknown disse...

Lindo texto, amor! Sua mãe já o leu?

Flavio Braga disse...

Ele é antigo, já li pra ela uma vez, quando eu fiz (e nem era época de dia das mães!). Ele faz parte de um projeto que eu tinha em mente pra escrever, sobre "tipo de mulheres", que eu cheguei a fazer alguns textos (alguns horrorosos, inclusive)mas que não levei a frente. Esse, por coincidência, é um dos melhores. Acho que é a inspiração materna...kkkk

Anônimo disse...

Lindo! Mãe é tudo de bom! rs

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