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3 de março de 2015

A Todos Vocês, Obrigado!


Amigos, tive um poema selecionado para o projeto "Poesia na Escola", da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro, que é uma compilação (muito boa, por sinal) de poemas escritos por profissionais da educação, alunos e responsáveis da rede carioca de ensino. Já sabia que meu poema tinha sido selecionado há algum tempo, mas como tenho um quê de São Tomé ("Ver para crer"), esperei que maiores sinais de que eu tinha sido selecionado para esta coletânea se mostrassem, enfim, definitivos.
Não, não ganhei dinheiro. Ganhei DOZE exemplares deste livro (a gráfica deve ter ganhado um bom trocado nessa brincadeira, imaginando que cada um que foi selecionado ganhou também essa quantidade de livros) e o ótimo livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", selecionados por  Ítalo Moriconi. Não é nada, não é nada, eu adicionei uma linha (das três que eu colocaria até agora) no meu currículo de escritor.
Essas pequenas conquistas se devem a vocês. Sim, a todos vocês 17 (infelizmente o meu fã anão morreu, senão eu teria 17 e 3/4 de fãs) que comentam, me cobram por coisas novas e que sei que ficarão felizes com essa minha pequena vitória. Ela pode parecer pequena, mas é combustível de coisas maiores. Quem viver, verá!
Não tenho como medir o carinho de vocês.
Muito obrigado!

8 de novembro de 2013

Eu? Eu Quero Ser Luis Fernando Veríssimo!

Dizer que eu tenho inveja do estilo do Luis Fernando Veríssimo é muito, muito rude, ainda mais se tratando de um dos maiores escritores brasileiros. Afinal, quem sou eu pra ousar ter inveja de um escritor sensacional como ele? O que me resta é ler seus livros e aprender. Melhor: apenas me resta ler qualquer livro dele em questão de horas, me divertir com seu estilo e TENTAR aprender alguma coisa nesse negócio que é escrever.
O Luis Fernando Veríssimo é daquele tipo de pessoa que é tão boa no que faz, que dá a falsa impressão de que seu trabalho é fácil de fazer. Tal qual um Edmundo jogando bola, um Jimi Hendrix tocando guitarra, ou ainda um Maluf se apropriando do dinheiro público, o Luis Fernando Veríssimo passa a falsa impressão de que é mole escrever crônicas tão simples, de humor tão gostoso, que te leva a ler um livro em uma tarde. Foi nessa que acabei me enganando, pensando que poderia fazer algo parecido, pelo menos. Essa foi a impressão que tive ao ler “As Mentiras que Os Homens Contam” (primeiro livro do Veríssimo que li na minha vida, que já li inúmeras vezes e que lerei mais inúmeras vezes até o fim dos meus dias), pela primeira vez, por volta dos meus 20 e alguma coisinha. Parecia tão fácil, mas tão fácil, escrever crônicas, que até larguei as poesias por um tempo para poder escrever uns textinhos ao estilo do Veríssimo. Se eu consegui tal feito? Creio que não, apesar de inúmeras tentativas. Mas vou continuar tentando. Mais 2000 anos escrevendo, eu chego perto da altura do dedão do pé do grande Luis Fernando Veríssimo, e isso é a minha previsão mais otimista.
Ao ler cada linha escritas por ele, só aumenta dentro de mim um simples (contudo impossível) desejo: não é o desejo ser mais bonito, de ser mais rico, mais forte ou mais poderoso. Nada disso. Diante da enorme reverência que tenho a esse grande escritor, que me serve de inspiração para cada crônica que escrevo, eu queria só ser um pouquinho... Luis Fernando Veríssimo.
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