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13 de setembro de 2013

(Há) Vida na Morte (E Vice-Versa)





Viver é morrer, meu caro.
Quantas células de nosso corpo morrem por segundo? Muitas. Temos os fios de cabelo, que caem; As unhas, que são cortadas; Até mesmo o tomar banho é um pequeno suicídio. Não que eu vá deixar de cortar as unhas ou de tomar banho (e espero que ninguém assim o faça), mas essa dicotomia vida/morte nos é tão rotineira, que nem nos damos conta que o morrer é praticado desde a nossa concepção.
Há muito mais capítulos em nossa vida do que o ciclo “nascer, crescer, reproduzir, envelhecer, morrer”. Há pequenas mortes incontáveis nesse ciclo: transformações, rupturas, revoluções que matam o velho e se transformam no futuro velho, que morrerá um dia, como seu período antecessor,
nada mais.
A vida, se analisarmos friamente, é um coletivo de pequenas mortes.
Mas há vida até na nossa morte derradeira.

15 de fevereiro de 2012

Um dia Desses...


Um dia desses, eu escutei que estamos incrivelmente “mais burros”. Concordei. Mas vou além. Estamos menos inteligentes e mais brutos. Estamos esquecendo a “mente sã” e buscando exageradamente o “corpo são” para fazer sucesso no verão. Estamos deslumbrados feito novos-ricos, com nossos carros do ano, presos em engarrafamentos e entretidos com nossos celulares de última geração. Estamos tão ignorantes e irredutíveis quanto os monstros que a História eterniza. Há um Hitler escondido em cada um de nós, mesmo que o máximo que você tenha em comum com Hitler seja a depilação da suas partes genitais, menina bonita. Mas “bigodinho de Hitler” tá meio fora de moda, né? Mas não tanto como o “Bom dia”, o “Obrigado” e o “Por favor”. Hitler teria medo da gente. Ter ética então... Nossa! Ter ética é como usar vestes renascentistas em pleno bairro de Bangu no verão, chega a ser tão desconfortável e ridículo quanto essa cena. Andamos com tanta preguiça que só olhamos para um lado da rua antes de atravessar. Se por um acaso somos atropelados, a culpa é do carro, tal qual quando fazemos uma coisa ruim, acabamos atribuindo ao coitado do Capeta todos os males do mundo, é a mentira que conforma nossos egos inflados. O “Capeta”, na verdade, somos nós, que fazemos nossa catarse religiosa nas igrejas e templos e quando saímos deles, não conseguimos respeitar o próximo. Mas que ótimo, pequenos capetinhas pregando o ódio a quem pensa diferente! Se seu deus pensa assim, o melhor que faço é ficar longe dele. Não passamos de conformistas, uma corja de gente de caráter duvidoso, isso é a verdade, mesmo que você fale que não seja. VOCÊ É. Brada a plenos pulmões que os políticos são corruptos mas pratica religiosamente a “pequena” corrupção. Somos Malufs, Sarneys, Barbalhos, Arrudas e tanto outros ao nos olhar no espelho. E disso você não se envergonha? Eu me envergonho. Profundamente.
Estamos preocupados com o fim do mundo, mas não nos avisaram que ele acabou faz tempo. Só esqueceram de apagar a luz.
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