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16 de março de 2012

Prar Mullére




Amo mulheres que tenham personalidade para ir contra os padrões de beleza. E daí se ela tem uns quilinhos a mais (ou a menos, vai saber), por exemplo? Ela é bonita assim mesmo, fugindo dos padrões atuais, que inventaram que a mulher esteticamente perfeita tem que parecer um travesti, de tão forte (e de voz tão grossa) quanto uma mulher-mandioca. Eu adoro ver o quanto essas mulheres de personalidade são bem resolvidas com seu corpo, é lindo e inspirador, de verdade. Mesmo elas estando fora dos padrões de beleza vigentes, elas não deixam de ser vaidosas, são mais vaidosas até do que as que estão dentro dos padrões de beleza. Mais vaidosas, e menos malucas (do que a média feminina, claro), já que, levando em consideração que cada mulher é uma equação sem solução e que o único manual de instruções vem em norueguês clássico (alguém por aqui arranha um pouco, pelo menos? Duvido!), que eu me meta com as menos malucas, pelo menos. E as menos malucas são as mulheres bem-resolvidas com seu corpo, porque as que “beiram a perfeição estética” são muito inseguras, a ponto de freqüentar uma academia por até seis horas, seis vezes por semana e ainda acham que estão feias. Se por um acaso eu me meter com uma mulher dessas, ou ela me mata com as próprias mãos e braços torneados feito os de um fisiculturista quando eu deixar escapar um “meu anjo, mas você é bonita de qualquer jeito!”, ou eu me mato, quando ela cogitar a ideia de ficar igual ao Scwhazenegger.

Engraçado quando falo que eu considero a Preta Gil uma mulher muito bonita. Sempre tem um (ou dois, ou quase todos!) que fala que eu sou maluco. Mas não é loucura não. É a personalidade que me cativa. Dá para ver que ela é feliz do jeito que ela é, e isso exala beleza e sensualidade. Isso sim é bonito, a mulher se valorizando pelo que ela é. Claro todos nós temos o direito de emagrecer ou ficar mais em forma, mas acho que ter o corpo perfeito como objetivo de vida é muito pequeno. O tempo passa, e aquele coraçãozinho que aquela gatinha malhada fez na virilha, daqui a um tempo vai parecer uma uva passa.
Então, minhas caras, sejam bonitas com seus quilinhos a mais ou a menos, com seus óculos (que são um charme, já falei disso há um tempo), com seu aparelho, que seja. Não deixe que esse papo de “mulher perfeita” faça sua cabeça. Tenha personalidade e conquiste meu coração. Está certo, isso não prêmio que se ofereça, mas espero que vocês entendam o recado.

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Tem um amigo meu que diz que mulher feia faz tudo, até o bigode. E que a vantagem de você casar com uma mulher feia é você abusar da insegurança dela, falando que se ela não fizer o que você quer, você vai embora, já que ela não vai conseguir arrumar outro doido que se aventure a pegar a Monga, a Mulher-Gorila, feito você. Talvez ele não tenha experimentado pegar uma mulher engraçadinha que tenha o mínimo de personalidade antes de falar isso. Até porque, se assim tivesse feito, ele não estaria entre nós para nos brindar com sua sabedoria tão peculiar. Uma perda para a filosofia de macho.

28 de fevereiro de 2012

Sobre Mulheres e Cores de Esmalte

Vê a diferença? Eu não.


Todos sabemos que a cabeça de uma mulher é algo muito, mas muito complexo. Pra uma criatura que diz “sim” querendo dizer “não”, “não” querendo dizer “sim” e “talvez” quando quer deixar um sujeito maluco de vez, nada parece ser complexo como nós, homens, vemos. Talvez essa dificuldade de entendermos a cabeça das mulheres seja uma das coisas mais fascinantes que elas tem, perdendo apenas para as partes erógenas do corpo feminino, que opiniões a parte, acho mais interessante. Mas só um pouquinho.
Em qualquer coisa essa complexidade do pensamento das mulheres se manifesta. Se você reparar bem, é exatamente isso que ocorre durante 24 horas por dia. A vida, o comportamento, ou até o piscar de olhos de uma mulher são tão complexos que dariam teses (longas e inacabadas, claro) sobre essa tal da complexidade das coisas femininas. Mas a complexidade do pensamento feminino chega em seu auge quando se discute sobre as cores de esmalte. É uma variedade de cores e tons que inveja qualquer carnavalesco de primeira linha do carnaval carioca. Enquanto um homem médio, por exemplo, costuma enxergar, no máximo, 16 cores, as mulheres costumam enxergar, no mínimo, 16 tonalidades diferentes de qualquer cor. É um tal de “branco claro folha de caderno de estudante preguiçoso e repetente três vezes do 9° ano de escola estadual”, de “vermelho tapete da cerimônia do Oscar após ser pisado pelo gato do Brad Pitt com aquele luxo de sapato italiano mas com aquela feia da Angelina Jolie a tiracolo”, de “roxo cor de uma direta de esquerda do Anderson Silva no meio da fuça de um adversário incauto” que deixa qualquer homem tonto e pedindo aos céus para que passe a enxergar apenas em preto-e-branco.
E abram seus olhos, meus amigos, quando uma mulher pedir uma opinião sobre que cor ela deve pintar as unhas. Se possível, para evitar que sua cabeça de homem prático sofra um colapso, finja um infarto, ou terá que enfrentar uma situação igual a essa:

-         Flavio, amanhã vou pintar as unhas, só que estou em dúvida, não sei de que cor eu pinto.
-         Mas você gosta de que cores?
-         Eu gosto de vermelho, roxo e rosa.
-         Vai de rosa.
-         Rosa o quê?
-         Como assim “rosa o quê”? Ué, “rosa rosa”!
-         Tá, rosa, mas qual tonalidade?
-         Sei lá, ré menor?
-         Hã?
-         É o tipo de tonalidade que conheço. E nem tenho certeza se essa é a expressão certa, não entendo muito de teoria musical.
-         Não, quero saber se é um rosa claro ou escuro.
-         Ah, tá... Sei lá, rosa claro, pode ser?
-         Pode. Mas aberto ou fechado?
-         Você vai fazer unha ou abrir porta?

Essa é a hora em que você finge um infarto, porque a partir daí, só piora. É um tal de rosa bebê, rosa chiclete, rosa arábico (nem sabia que os árabes, com aquelas barbas usavam rosa, vivendo e aprendendo), rosa flúor, rosa doce, rosa shock, rosa glamour, isso pra ficar só no básico de tons de rosa. Aí ela, tadinha, pacientemente (ou não), vai tentar te explicar a diferença entre cada tonalidade de rosa existente, e das duas, uma: ou você finge que está entendendo tudo, ou se esforça para entender e acaba com uma dor de cabeça por tentar entender – e por tentar enxergar – as diferenças entre um “amarelo sorriso de pobre desdentado feliz ao achar uma moeda de um real” e um “amarelo sorriso de pobre por ter achado duas moedas de cinqüenta centavos”.
Mulher é fogo. Deve ver uma festa das cores até em xerox preta-e-branca.

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