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18 de maio de 2015

Fazendo Algumas Reflexões... Pelado



Estava já no banheiro, prestes a entrar no banho (portanto, nu em pelo), e percebi que minha toalha estava no meu quarto. Não tinha ninguém em casa para poder pegar a toalha para mim. Logo, fui imediatamente ao meu quarto, numa viagem de três ou quatros passos que me permitiram uma pequena reflexão: como é bom estar pelado!
Não me entendam mal, não sairei por aí mostrando minhas vergonhas pela rua, nem vou chegar "sem querer" perto das janelas aqui de casa sem estar com meu corpo minimamente coberto. Mas vocês hão de concordar que ficar pelado dá uma sensação enorme de liberdade, certo? Se o fato de ficar sem roupas intimas para dormir já é uma "liberdade condicional", o que dirá ficar peladão? É uma sensação de Paraíso em vida. Inclusive acredito que Adão e Eva, aqueles, os do quiproquó da maçã, com certeza aprovariam minha nudez (na verdade, acho que quem aprovaria minha nudez pra valer seria a Eva, mas esse não é o cerne da questão).
Porém, quando me vi nu, ri por uns bons dez minutos. Não sei quanto vocês, mas penso que a nudez masculina é uma das coisas mais engraçadas da natureza, pois não tem como não rir da barriguinha saliente,  do testículo mais caído do que o outro, dos fios de cabelo que você não entende o porquê deles estarem em lugares que há alguns anos seriam inimagináveis, como a pia do banheiro ou nascendo dentro da orelha, essas coisas doidas. Voltando a usar um exemplo bíblico, acredito que, quando  Deus fez o homem e viu o resultado final, falou: "esse troço pode até ser a versão beta, mas vai ficar assim mesmo. Mas vou tratar de usar uma coisinha ou outra que deu certo para fazer coisa bem melhor acabada!". Aí, depois de repensar seu projeto inicial - o homem -, fez a mulher, com sua perfeição milimetricamente arquitetada e falou "Agora caprichei. Vou aproveitar que já é domingo, deitar no sofá e descansar".
Depois de rir da piada que é o corpo de um homem comum com seus quase 30 e filosofar sobre minha nudez, confesso que parei, olhei para o corredor daqui de casa e fiquei tentado a "dar uma estrelinha", mas sabedor do quanto sou uma nulidade em cálculos e em jeito principalmente, desisti e me conformei com uns dois pulinhos, só pra dizer que fiz uma graça. Mas mesmo essa pequena frustração não foi suficiente para diminuir meu ego, que estava inflado, por me considerar tão dono do meu território a ponto de andar pelado por ele. Quer maior exemplo de conquista de território do que esse? Impossível. E atentem-se ao tempo verbal que usei, eu ESTAVA com o ego inflado. Estava, pois o ego esvaziou rapidinho quando  um vento sudoeste bateu repentinamente nas minhas partes íntimas e me colocou no meu devido lugar. Mas, pelo menos, acertei a previsão do tempo: realmente, naquele dia, horas depois, fez um frio danado.




27 de fevereiro de 2012

Maldita Segunda

Todos nós odiamos, Garfield. Todos nós...

É sempre nublada. Se choveu durante o fim de semana todo, na segunda-feira abre aquele sol. Na segunda-feira passam filmes repetidos na televisão, a gente tem que aguentar as brincadeiras dos amigos sobre mais uma derrota do seu time, seu chefe está mal-humorado, se você tiver uma namorada provavelmente ela está chateada contigo como se você tivesse dormido com uma cueca de castidade feita de titânio, os ônibus estão cheios, os engarrafamentos, monstruosos, as filas dos bancos, enormes, ainda mais se for o dia 5 do mês, dia de ganhar e perder dinheiro em dois segundos contados no relógio. Segunda-feira, dia maldito. Menos para os vagabundos profissionais, porque todo dia é dia de vagabundear. A única vantagem da segunda-feira é que ela é o dia mais distante... Da próxima segunda-feira.

22 de fevereiro de 2012

Coincidência? Vai Saber...

Coincidência até demais...

Os dias mais felizes da minha vida sempre vieram acompanhados de céu azul. Sempre. Já a primeira música a tocar nos meus dias mais tristes - mesmo na forma “aleatória” dos players de computador ou do celular - foram as mais tristes do Paulinho da Viola (principalmente “Mas quem disse que eu te Esqueço”, é quase certo, impressionante). Quando precisei de uma palavra amiga, ela quase sempre veio dos lugares mais incomuns. Será o destino, é mera coincidência ou sou eu que implico em ver respostas em tudo? Não sei. Mas é a partir desses detalhes bobos que se vê que nada acontece à toa.

16 de fevereiro de 2012

O Fim, Sem Fim


"Ah, Flavio, para de ser apocalíptico! Isso não é o fim do mundo!" Mas eu não sou apocalíptico! Só achei a imagem legal...

O amor verdadeiro é avassalador. Não mede esforços, releva defeitos, com ele gasta-se dinheiro... Mas tudo que se quer é o bem da pessoa amada, mesmo que o tiro saia pela culatra inúmeras vezes. Mas no amor verdadeiro busca-se fazer esses agrados não porque eles trarão recompensas, mas porque ficamos mais propensos a escutar o coração e oferecer sempre o que temos de melhor para a pessoa amada. Mas quando, por algum motivo, esse amor finda, temporária ou definitivamente, só nos resta o aperto no peito, além de esporádicos arroubos de raiva e choro. Tanto foi dado para esse amor e só nos resta isso... É mais uma das doces ironias da vida. Acredito que essa dor seja a dor da morte em vida, creio que não há dor pior no mundo do que sentir seu coração apertado. Contudo, se essa história foi abreviada, que assim seja, passou. Que o coração em frangalhos se recomponha e se encha de esperança para amar outra vez, mesmo sabendo que amor feito o anterior possa não existir (talvez melhor, talvez pior... Só o tempo dirá). Mas só vivendo que se descobre.
Tem horas que os menores poemas de amor perdido dizem tudo o que precisa ser dito, mesmo que a gente, por hora, não queira tocar muito no assunto. Ele morreu. Só. Nem que seja por uns dias ou que seja um fardo levado para o resto dos nossos dias. Mas esse é o “morto” mais vivo que conheço. Eternizado no canto de um coração apaixonado.

O Fim, Sem Fim

Se meu amor por ti aqui jaz?
Jamais.
Comigo querendo ou não, ele é eterno.
Inocente. Incoerente.
Mas sempre belo.

Rio, 16 de Fevereiro de 2012.

16 de janeiro de 2012

Textículos da Sabedoria

Eu queria que eu fizesse as coisas ficarem mais fáceis, ou seja, eu queria fazer do jeito mais convencional e egoísta. Assim eu poderia adotar o discurso de fazer tanto pelo próximo para que ele me pagasse pelo favor. Mas não posso. Não me permito, acho um ultraje sem igual. Eu ajudo quando quero, e quando não quero, nem me mexo. Não quero a gratidão eterna das pessoas (se elas me agradecem, ótimo, mas se acontece o contrário, só me resta a ter pena de uma alma tão vazia), eu quero, sim, que as pessoas levem a bondade ao próximo sem esperar nada em troca. Mas juro por tudo que me é sagrado: eu queria ter a audácia de reivindicar o que é meu, na marra. Não é no “toma-lá-dá-cá”? Então que assim seja. Exijo o que me é por direito. Mas não posso. Se me acho maior que tudo isso (sim, sou muito extremamente orgulhoso pra pensar assim, só que peco por ser bastante discreto), não posso me rebaixar a tal ponto. Se o tempo vai me recompensar? Só ele sabe. Mas continuo fazendo minha parte.

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Eu queria muito que as pessoas pudessem sentir o que sinto ao ajudar os outros. Não sei se elas se sentem do jeito que me sinto. Eu me sinto um homem melhor, meu dia muda por completo. Mas nunca desejaria a ninguém – nem ao ser humano mais desprezível – o vazio que sinto quando vejo que nunca poderei ter algumas coisas. É um poço sem fundo. E uma dor que não cicatriza.

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Na moral? Queres alguém que te ajude mediante condições mesquinhas? Procura a porra do PMDB. Eles são especialistas nisso, eu não.

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Sim, estou puto.

28 de dezembro de 2011

Últimos Textículos do Ano


Vou abrir minha Sidra Cereser boladona no meu barraco com meus parça que tá tudo suave.


Fim de ano é sempre a mesma ladainha: todo mundo inventa de fazer uma listinha (que pode ser uma listona na maioria das vezes) com o que pretende fazer no ano seguinte. Com a mesma facilidade que essas listas são feitas, as mesmas são esquecidas no primeiro dia do ano. Portanto, me vejo no direito de dar um conselho valioso, por experiência própria: viva um dia de cada vez. É verdade que temos que abraçar projetos de médio e longo prazo, mas que sejam abraçados os que são possíveis, e mais do que isso, os que nós acreditamos que sejam possíveis. Se você se compromete em embarcar em algum projeto pessoal há, pelo menos, três viradas de ano, e nem chega a começa-lo, será que você realmente atingiu a maturidade suficiente para se comprometer novamente? Pense nisso.

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Ainda nessa vibe de mandar essas ladainhas de Ano Novo pras cucuias, sempre me perguntei sobre as cores das roupas que escolhemos para passar a virada de ano. E nem tenho muita coisa contra, até porque coloco uma roupa branca para entrar no clima. Ainda acho que tenho que fazer muito por onde para que o ano me traga paz, amor, tranqüilidade, dinheiro e afins. Não é a roupa que vai resolver para mim essas coisas. Mas que seja, esse não é o cerne da questão que quero levantar por aqui. Só quero saber de uma coisa: por quê tem que ser roupa nova? Será que se eu usar uma roupa que tenha uns três ou seis meses que comprei (ou mais tempo, porque não?) vai dar tudo errado? Talvez não. Mas o cheque especial agradece se eu comprar umas roupinhas...

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Se existem horas que me acho um moleque de 12 anos, por diversos motivos que um dia explicarei (dia este que não está distante, o texto ta na minha cabeça há um tempo), em outras horas me sinto o velho mais rabugento do universo. A cada ano que passa menos gosto de multidões. Para dizer a verdade, nunca gostei de multidão, mas a vontade de estar no mesmo lugar que pessoas prestes a entrar em coma alcoólico com gosto musical duvidoso e horroroso, cantadas mais manjadas que o pinto do Kid Bengala num banheiro gay, pessoas feias de cara e de espírito e lugares de sujeira colossal vai se esgotando com o passar do tempo. Só tenho um pouquinho de paciência por conta dos amigos. Mas já avisei: Copacabana, a-ha, nem fudendo.

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Vestir lentinha, oferecer sete ondas, pular roupa branca, comer oferenda para Iemanjá... Eu sei, ta tudo errado, mas um dia acerto! Feliz Ano Novo procês.

12 de dezembro de 2011

Pretinha


Pensamentos perdidos (e baratos) sobre as moças de pele negra.

Sorte sua – e minha, por quê não? – que não sou religioso, pois se tu tens a cor do pecado, eu já estaria com a alma perdida há tempos por adorar o tom de sua pele. Confesso que não crer na salvação ou na danação eterna tem lá suas vantagens. Sua cor chocolate é mais que luxúria. É gula, é vontade de morder, de lamber, de se lambuzar e pedir mais. Quem vai querer o paraíso eterno se o encontra em vida?

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São belos os contrastes entre preto e branco. As teclas do piano, a camisa do Botafogo, os filmes do Chaplin, o Yin-Yang... Mas ainda prefiro você de lingerie branca.

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Muitos associam o negro, ou a escuridão, a coisas ruins. Como pode ser ruim, se tu és tão divina com essa pele negra? Não entendo, e sinceramente, nem quero entender. Eu quero é me perder em seu corpo. Só isso. Viajar na escuridão de sua tez macia, digna da alta realeza das grandes civilizações do continente negro. Viajar e me perder em ti, como um viajante corajoso e desavisado procurando por um tesouro lendário, e viajar em sua pele até encontrar esse tesouro. Tudo o que quero é ter esse tesouro só para mim. Sim, sou romântico ciumento, algum problema?

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Realmente, não tenho pra onde fugir. Se já me seria o suficiente belo o simples fato de ver o sol ser refletido por sua pele negra, ainda tenho a opção de ser hipnotizado pelo seu lindo sorriso. E quem é o louco de fugir disso? Eu não sou.

18 de outubro de 2011

Momentos de (Nenhuma) Sabedoria

Ou Ainda O Homem dos Textículos de Ouro

(Compilação de alguns pensamentos antigos meus que ainda devem ter sua valia. Espero que gostem)


Com o perdão da expressão, mas a consciência é uma merda. A gente diz que os outros que resolvam seus próprios problemas, mas a consciência (sim, aquela mesma que te absolve quando você faz uma besteira de proporções bíblicas) faz com que você tenha um pouco de dó e... Faça a coisa certa. O complicado é que fazer a coisa certa é bem mais difícil e doloroso do que fazer besteira. Fazendo o que se considera certo, a gente arca com graves consequências, faz escolhas difíceis, até arruma inimigos, fora outras coisas, até porque nem sempre fazer a coisa certa é aceitável para a maioria absoluta das pessoas. Mas fazer besteira não exige tanto, até porque você pode atribuir a cagada a um momento de insensatez - ou de raiva, de embriaguez, ou culpa o Capeta, que seja - e tudo fica certo. Fazer a coisa certa, não. Você não recebe nem parabéns pela atitude.
Um dia eu falava um dos meus melhores amigos que um dia será crime ser honesto e sensato, e esse dia, infelizmente, não vai demorar nem um pouquinho. Mas enquanto não for crime, vamos continuar - ao menos eu e esse meu amigo - sendo pessoas minimamente críticas e sensatas, a menos que nos ofereçam um dinheiro para fazermos o contrário, até porque nossa sensatez pensa também no sagrado pão de cada dia.

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Depois de quebrar, das duas, uma: ou joga fora, ou cata os cacos e cola. Levando em conta que o que quebrou é uma peça rara (e cara!) a gente opta por catar os cacos e colar. Verdade seja dita, talvez não terá a mesma beleza de antes, e a gente sempre acredita que não terá a mesma serventia de outrora, mas colar algo precioso que quebrou tem seu valor sentimental, além do fato que a gente pode se surpreender e essa coisa que quebrou ainda pode ter grande valia para nós. Então a gente reserva uma tarde de sábado em que a gente enfim vence a preguiça e pega aqueles cacos que a gente guardou por um tempo, uma cola que cola tudo, dá uma de cirurgião sem registro no Conselho Regional de Medicina, e bota tudo no lugar. Se vai quebrar de novo, só o tempo e o nosso zelo podem dizer. Mas o mais importante é que desta vez a operação foi um sucesso, e, o mais importante, o paciente não morreu.

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Ainda temos que defender as diferenças. O mundo está ficando muito chato, está todo mundo ficando igual. Mesmas roupas, mesmas atitudes, mesmas palavras, mesma falta de educação, mesma mediocridade. Já dizia um professor meu dos tempos de faculdade que temos que defender que todos nós sejamos igualmente diferentes, ou diferentemente iguais. Iguais em oportunidades para mostrar nosso valor, mas diferentes nas nossas particularidades, que essas fossem respeitadas...Igualmente. Entenderam? Não? Nem eu.

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Tem vezes em que a vida é uma espécie de crime sem solução. A gente pensa numa saída, pensa mais um pouco, dá um tempo e pensa de novo e ainda pensa mais um pouquinho antes de dormir para tentar arrumar uma solução em meio a um beco sem saída, mas não acha. Feliz é quem tem idéias do nada, porque não gasta dias e noites pensando numa saída para algo que parece que não tem como fazer mais nada. Mas mesmo assim a gente vai pensando, mesmo que pareça sem solução. Vai que dá certo? 
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