Uma das
informações inúteis que mais me marcou nos últimos tempos é que nosso nariz e
nossas orelhas crescem à medida em que envelhecemos. Para mim foi uma
informação completamente estarrecedora, pois se os amigos não perceberam, minhas
narinas são levemente avantajadas. Tanto que quando me contaram essa novidade,
a minha expressão foi falar "Mais?" seguido de algum palavrão que
demonstrasse meu espanto.
Costumo
dizer que não escuto piadas inéditas sobre meu nariz há mais de 10 anos, ou
seja, foi justamente durante minha infância e adolescência que escutei as
piadas mais criativas (e mais cruéis) sobre o tamanho das minhas narinas. Elas
iam desde a mais padrão, de que eu era um grande ladrão de oxigênio, até as mais
nonsense, como me perguntar se eu tirava meleca com uma concha de feijão. Foram
anos difíceis, pois piadas desse calibre nesse período da vida podem criar
cicatrizes enormes. Confesso que chorei e tive vergonha do meu nariz, a ponto de (meu deus!) cogitar em operá-lo. É a repetição daquele papo de ter características que fogem das "normas socialmente aceitas" que conheço desde que me entendo por gente (preto, canhoto, tímido, magro, pobre, cabelo crespo... a lista é grande). Mas hoje sou um narigudo bem resolvido. Ainda bem.
Mas uma coisa é certa, meu caros: se
minhas fontes estiverem realmente certas a respeito da evolução do tamanho do
meu nariz, até meus 60 anos serei um nariz gigante. A conferir.

Um comentário:
Desculpe, mas ri da concha de feijão...rs
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